Janeiro 9, 2011

Apareceu a margarida!

Ando sumida, eu sei. Mas você sabe que só escrevo sob pressão. E tem mais um bom motivo pro meu sumiço: estou fazendo espécie de imersão na vida da cantora Amy Winehouse. Olha, vou te contar um segredo: eu bem que podia ser a cantora – se eu cantasse, evidentemente.  Estou encantada com a inglesinha, não só com a voz, mas com a vida dela.

Bom, já sei que você está espantada, e acho até que seus leitores também poderão ficar um tanto estarrecidos. Afinal, a moça vai contra tudo que é politicamente correto além de ser uma auto-sabotadora de primeira linha. Acontece que estou me lixando para estes conceitos politicamente corretos e de auto-sabotadora entendo como ninguém. E cá pra nós, todo mundo tem um pouco – uns mais que os outros – deste estranho hábito de atirar no próprio pé.

Mas eu não consigo parar de ouvir a voz desta cantora que, é bom notar, só conheci ano passado. Antes eu também fazia coro à turma dos hipócritas que vivem dizendo “Ah! Coitada da moça vai morrer cedo…”, “Que pena desperdiçar o talento dessa forma…”, como se comentários pudessem mudar o destino de Amy.

O fato é que ninguém é brilhante, nem talentoso, nem genial, impunemente. Pra ser Amy é preciso ter ido ao fundo do poço muito antes de entornar a primeira taça de champanhe. Pessoas geniais, principalmente no campo das artes, literatura, música, são – em sua maioria – gente que sofre na carne a dor de viver. Para elas o simples ato de respirar já é doloroso demais e sofrem de angústia existencial latente.

No entanto só que quem sofre desses males da alma pode compreender o outro. O resto banaliza as atitudes  e fica  por aí desfilando inúteis argumentos de moralidade e saúde. Não sabe que, a dor de viver dói demais. É como abrir um buraco no peito com a ponta de uma faca. Por isto me desculpe, mas vou ficar um tempo fazendo vigília à linda Amy. E mesmo de longe vou ficar aqui torcendo por ela. Não pra que ela não faça barraco em hotel, roube bebidas dos apartamentos, ou qualquer coisa do gênero. A minha torcida é para que ela não se machuque. Só isto.  Porque já bastam as suas dores tão visíveis.

abraço

Z

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