fevereiro 10, 2012

Reportagem de capa no jornal CE de hoje fala sobre a poluição sonora que tanto incomoda os campograndenses. Segundo a matéria, boates, clubes tradicionais, academias, bares, igrejas e oficinas mecânicas estão na mira da 34ª Promotoria. Só na capital cerca de 191 empresas e
entidades respondem a inquéritos do Ministério Público Estadual (MPE) por causarem poluição sonora ou não ter licença ambiental para funcionar.
Entre os estabelecimentos, destacam-se o Rádio Clube Campo, Clube Campestre Ipê e Clube Estoril, todos tradicionais na realização de shows e eventos na Capital.
Mas a reportagem deixou de fora outro clube que vem tirando o sossego de quem vive no quadrilátero entre Pedro Celestino e Barão do Rio Brando e adjacências. O clube funciona de segunda a domingo com bailes e aulas de dança e som que desafia qualquer ouvido. Nos finais de semana os bailes costumam ultrapassar e muito o horário – previsto? – de 22 horas e, não raro, só terminam depois da meia noite.

E há de se ressaltar que a festança no clube – que agora se transformou em palco para a terceira idade – começa ainda no horário da tarde. Isto quer dizer que nós que moramos próximo ao local passamos a tarde e a noite convivendo com o barulho infernal que se faz por lá. Quando não são as bandas de música é som mecânico, sempre em altíssimo volume. Desconfio que não tratamento acústico no salão. Como também desconfio que não haja a tal licença ambiental para azucrinar a nossa cabeça durante horas a fio. O barulho é ensurdecedor. Não se pode trabalhar em casa durante o período da festança. E nem dormir antes da meia noite.

Outro barulho que irrita são os famigerados carros de som. Uma loja de eletrodoméstico simplesmente “aluga” – sem pagar por isto – os nossos ouvidos ininterruptamente durante seis dias por semana. O que nós, pobres moradores, fizemos à cidade para merecer tamanho descalabro? Campo Grande tá parecendo uma daquelas cidades do interior, dessas bem pequenas, onde os comerciantes costumam lançar mão de veículo de som para anunciar seus produtos. Caramba! Deve haver uma maneira de impedir esse povo sem noção de comprometer nossa audição e nossa saúde mental.

Alô prefeitura, alô Câmara de Vereadores! Façam alguma coisa. Autoridades mexam seus traseiros gordos da cadeira e coloquem a lei pra funcionar. É isto ou a danação total. Fosse um País sério a gente ainda teria direito a indenização por danos causados à saúde. Mas como aqui o cidadão é um reles votante, basta desligar o barulho. A gente agradece!

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