agosto 25, 2010
Mude a correlação de forças no Congresso!           
   
"Nestas eleições, há vários candidatos presidenciais de esquerda. Eles não conseguiriam governar com um Congresso com a mesma composição de hoje, ultraconservador. É preciso mudar essa correlação de forças"
 
Luiz Aparecido*- do Congresso em Foco
 
O Congresso brasileiro pode ser considerado um dos mais conservadores do mundo. Pelas ultimas estatisticas, nota-se que corporações empresariais(o presidente da Confederação Nacional da Industria-CNI, por exemplo, é deputado federal por Pernambuco), os donos o agronegócio, os latifundiários, os grandes comerciantes, enfim os conservadores e donos do poder econômico, dominam mais de 70% das duas casas congressuais, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.
Há ainda a  bancada evangélica, a bancada católica e outras representações do que há de mais atrasado e retrógrado no Brasil. Assim, nenhum governo consegue  atuar de acordo com os interesses dos excluídos, dos pobres, dos despossuídos. È só observar como o governo Lula, o mais progressista que o Brasil teve até agora, passa por todo tipo de negociação e chantagem para conseguir aprovar qualquer projeto, que atinja mesmo de raspão os interesses dos poderosos. As leis têm que passar pelo Congresso, algumas de maior complexidade têm quorum mais alto. Quando se precisa mexer na Constituição, são necessários três quintos do voto dos parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado, em dois turnos.
 
Chantagem parlamentar
Nestas eleições, há vários candidatos presidenciais progressistas e de esquerda, começando com quem tem a maior chance, que é a Dilma Roussef, representando uma  coligação que  une o PT, o PCdoB, o PSB, o PDT, o PMN e o PMDB, mas também Plinio de Arruda Sampaio do Psol, o Ivan Pinheiro do PCB, o Zé Maria do PSTU. De nada adianta eleger qualquer um deles, o Plinio, o Ivan e o Zé Maria, por exemplo. Eles não conseguiriam governar com um Congresso com a mesma composição de hoje, ultraconservador. É preciso mudar a correlação de forças no Congresso. Em vez de um Congresso conservador, uma Câmara e um Senado progressistas, honestos e comprometidos com mudanças em favor do sofrido povo brasileiro.
Dilma Roussef, ganhando as eleições, conseguirá governar graças ao PMDB, que fora alguns poucos  homens de esquerda, na sua maioria é de centro direita. Ou seja, se o PMDB repetir seu desempenho das ultimas eleições, vai manter a presidente Dilma em permanente acuo e submetendo-se a chantagem de uma maioria parlamentar, que se formará a qualquer momento entre os parlamentares de centro-direita do PMDB, com os elementos do DEM, do PP, do PSDB e outros conservadores.
 
Formar bancada de esquerda
Tão importante como votar na Dilma, no Plinio, ou no Ivan, é necessário votar num deputado federal ou senador de esquerda, Mas de esquerda mesmo, que não mude de lado após se eleger, como tem sido prática nas ultimas eleições, onde vemos partidos elegerem 15 deputados e depois conseguirem a adesão de mais 20 ou 30, formando bancada que se torna imprescindível na mesa de negociação politica.
Se conseguirmos eleger a Dilma e uma maioria de deputados e senadores de esquerda, podemos começar a pensar seriamente em mudar o Brasil. Romper as amarras do passado e construir um clima que permita a ruptura do sistema politico e até das estruturas sociais, abrindo caminho para o tão sonhado socialismo. Com democracia e pluralismo.
 
Nos Estados também
O mesmo caso vale para as eleições estaduais. Todos viram o que aconteceu em  Brasília, onde um governador corrupto comprou a maioria absoluta da Câmara Distrital e só foi apeado do poder por determinação da Justiça, que teve que prendê-lo, primeiro caso ocorrido no Brasil. Mas foi o voto dos brasilienses que elegeram José Roberto Arruda, do DEM, na época, e os deputados distritais que o apoiaram até o fim. E eles, os deputados estão lá, inclusive concorrendo agora à reeleição. Esse horror pode voltar a ocorrer de novo.
É só votar no Joaquim Roriz novamente  e numa bancada de deputados distritais que representam apenas interesses corporativos e do poder econômico,  que domina a capital do país.
Do Rio Grande do Sul a Roraima, os casos de governos incompetentes e desonestos e que governam com apoio de deputados comprados com cargos públicos ou dinheiro fruto da corrupção, estão á vista de todos. Por isso, o eleitor, além de escolher um candidato a governante competente, correto, com uma história de vida em defesa dos interesses do povo e não de corporações e classes dominantes, deve fazer outro favor a si mesmo e ao Brasil! É votar em deputados federais, estaduais  e senadores que estejam comprometidos com um país melhor, os interesses do povo, com reformas profundas no sistema politico e social.
            

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