outubro 1, 2012

Ele ainda escreve todos os dias. Acorda, toma uma "mistureba" – como ele diz -, feita por sua nutricionista, e vai para o escritório. E escreve com lápis e borracha, conta sorrindo o poeta querido, Manoel de Barros. Uma hora de conversa, risos, lembranças e um pouco – só um pouco pra não cansá-lo – de literatura. Lúcido e bem humorado, Manoel abriu sua casa, e seu coração, para mim e Adélia Menegazzo, que é, com certeza, a pessoa que mais entende a poesia de Manoel (e faz palestras incríveis sobre a obra do poeta). Há tempos eu não o via. Minha culpa, máxima culpa. E  desta mania de mineiro de não querer incomodar. Bobices que tenho. Manoel hoje recebe pouquíssimas pessoas. Jornalista, então, nem pensar! "Mas você é minha amiga, Theresa", me disse sorrindo. È uma honra poder ser chamada de amiga por este homem de profunda sensibilidade, simplicidade desconcertante e poesia sem igual. Ganhei meu dia, minha semana, o ano todo. Manoel me deu um sopro de vida. E eu só tenho que agradecer  a ele e a vida por este encontro e pelas lindas fotos feitas pela Adélia!.  

Deixe o seu comentário