Fevereiro 18, 2012

O filme “A Dama de Ferro” não é, nem de longe, o melhor filme do ano. Mas Meryl Streep, longe da segunda, a melhor atriz de todos os tempos. Vivendo na pele da ex-primeira ministra da Inglaterra, Margareth Thatcher, Streep está soberba em sua interpretação. Ao término do filme tive vontade de me ajoelhar em frente à tela para reverenciar o magnífico desempenho da atriz americana cujo sotaque britânico faz a gente esquecer a sua origem.

O enredo da Dama de Ferro mostra Thatcher já idosa e com o Mal de Alzheimer. Ela reluta para aceitar as limitações da idade e se recusa a admitir que as conversas com o marido, Denis (Jim Broadbent), são delírios causados pela doença. Para se confortar, a estadista se prende às glórias do passado com fotos e vídeos. Assim, suas trajetórias política e pessoal são contadas em paralelo com a da Inglaterra.

E bem ao contrário do filme com Leonardo DiCaprio (J. Edgar Houve) a maquiagem de Meryl Streep como Thatcher é impecável. A história da mulher poderosa, forte, destemida e determinada a deixar sua marca no Reino Unido, é retratada na tela sem exageros e pouca, ou nenhuma, condescendência. Destaque para o episódio das Malvinas onde a primeira-ministra, numa manobra arriscada, resolve atacar as ilhas e retomar o território invadido pela Argentina.

Sem dúvida a atuação de Streep vale o filme. E pode ser aplaudida de pé. Já que de joelhos vai ficar, no mínimo,  meio esquisito. Ainda que mereça!

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