dezembro 2, 2012


Você já reparou suas atitudes?

Pois acho extremamente saudável a gente olhar para a forma que agimos, o que pensamos a respeito da vida e das pessoas. Porque no caminho evolutivo é muito fácil cometer enganos. Olhar os outros, e mesmo ouvir suas histórias, não deve definir o que pensamos, porque não há nada pior do que se enganar, do que julgar as pessoas, do que ficar com dó de alguém que não merece esse tratamento, nem muito menos julgar alguém sem entender de fato o que aconteceu. E a vida é cheia de enganos.

Aprendi que precisamos de culpados porque necessitamos desovar a nossa própria infelicidade, no momento em que julgamos alguém ou alguma situação, estando de fora dos fatos, estamos jogando nosso preconceito nas costas de outros e correndo o risco de jogar junto uma energia destrutiva. Mas por que fazemos isso, quando muitas vezes já sabemos que o certo é cada um cuidar da sua vida?

Porém, vivemos em grupos. A família é um grupo, os colegas de trabalho formam um outro grupo, os amigos um outro ainda, e assim sucessivamente, e em cada um desses ambientes o tempo todo acontecem coisas e somos testados para ver como agimos. Percebo que pessoas mais compassivas olham as coisas com mais paciência, deixam o barco correr antes de julgar e justamente por isso erram menos no julgamento. Já aquelas muito impulsivas, que imediatamente reagem a qualquer impulso, erram freqüentemente. Aliás, nada pior do que "o dono da verdade".

Detesto essa gente que sabe tudo. Porque não há saber sem amor, sem perdão, e também sem posicionamento. Sabedoria implica em saber ouvir, saber olhar e saber falar. Nem tudo o que sabemos deve ser pronunciado.
Quantos relacionamentos já foram destruídos por conta de palavras faladas em horas erradas e com desrespeito!
A balança do amor é um grande tesouro. Se não servir para nada sua opinião, guarde para você, mas também não se coloque eternamente em cima do muro, porque também se peca por omissão.

Podemos ser autênticos, ter opiniões conflitantes daquelas expostas, até então, mas precisamos desenvolver a empatia e tolerância.
Observe que se você não gosta de ser recriminado, nem as crianças gostam de receber limites e quando se sentem acuadas reagem bruscamente. Então, por que seu parceiro, namorado ou amigo entenderia bem uma crítica?
E se você está o tempo todo julgando as pessoas, será que não lhe falta um grande e translúcido espelho?

Os Mestres ensinam que aquilo que vemos nas pessoas temos em nós, e se ficamos com muita raiva de alguém e desejamos punir aquela pessoa para que ela descubra o caminho certo, estamos dizendo para o universo que é exatamente dessa maneira que queremos ser tratados.

A culpa, ainda que de outros, é uma prisão. Porque normalmente os culpados não podem crescer, mudar, aprender, e aqueles que acusam os outros de culpados também se prendem à sua condição auto-ordenada de juiz. Lembrando que o magistrado assume a responsabilidade de orientar a vida do outro, quando o condena.
Quanto peso!
O que nos alivia ao presenciar a punição alheia?
O que nos torna melhores quando olhamos os erros alheios e os criticamos de forma pesada?
E mais, será que os pobrezinhos, inocentes, de fato o são? Ou também são outros prisioneiros do jogo da vida?

Nessa virada de ciclo, quando é esperada uma grande transformação da nossa humanidade, não é mais tempo de tantos erros. Precisamos assumir uma espiritualidade mais madura, mais consciente e amorosa. Precisamos ter olhar mais focado em nós mesmos, no desenvolvimento da compaixão. Não é mais hora de ficar olhando o mundo, querendo transformar o que existe à nossa volta se somos ainda tão primitivos em nossas emoções.
Ter raiva do culpado é completamente diferente do que ter espírito crítico e compaixão. Quando julgamos alguém, precisamos lembrar que por pior que pareça um fato, ou uma atitude, além da história objetiva, existe um drama e um grande acerto de contas que pode até vir de Vidas Passadas.

Assim, tente na próxima vez que for convidado a assistir um pequeno ou grande drama da convivência humana, dar um passo atrás no julgamento. Quando permitirmos que as pessoas errem e acertem sem nossos olhos cheios de dramaticidade, com certeza, esse mundo será muito mais leve e feliz.
Pense nisso.

por Maria Silvia Orlovasmorlovas@terra.com.br

Artigo publicado no site STUM

 

 

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  1. Ivana disse:

    Fantastico, vou copiar e compartilhar com amigos…com o devido crédito, é claro…

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