Janeiro 28, 2012

Encontrei o texto abaixo na última edição da revista Lola e pensei em compartilhá-lo, porque tem tudo a ver com o momento atual, inclusive da cidade de Campo Grande, literalmente encharcada pela chuva e pela negligência dos burocratas de plantão. A literatura é realmente o retrato da nossa sociedade. Não importa a época. Os humanos e a sociedade em geral, são sempre os mesmos. As dores, loucuras, dúvidas e indiferenças são iguais em todos os lugares e em todos os tempos. Só mudam os cenários. E nem sempre eles são melhores.

“Está tudo impregnado, as horas e minutos, palavras e números por toda parte, disse ele, estações ferroviárias, trajetórias de ônibus, taxímetros, câmeras de segurança. Tudo tem a ver com o tempo, tempo idiota, tempo inferior, gente consultando relógios e outros instrumentos, outros lembretes. É o tempo das nossas vidas escorrendo ralo abaixo. As cidades foram construídas para medir o tempo, para retirar o tempo da natureza. Tem uma contagem regressiva infinita, disse ele. Quando você retira todas as superfícies, quando você olha dentro da coisa, o que resta é o terror. Foi para curar essa coisa que inventaram a literatura””.

Don DeLillo, escritor americano.

Deixe o seu comentário